Jejum/Low Carb e celulites

Muitas pessoas relatam estarem muito contentes, pois finalmente conseguiram emagrecer sem precisar passar fome ou se “matar na academia”, seguindo uma alimentação mais natural, com menor quantidade de carboidratos refinados, conhecida como Low Carb, e até fazendo intervalos sem ingerir alimentos, o famoso jejum intermitente.

Entretanto, muitos referem uma piora das celulites. Será?

Precisamos entender que existe uma diferença entre celulite e flacidez de pele. Nossa pele apresenta duas camadas de gordura, chamadas de areolar (mais superficial) e lamelar (profunda). A gordura areolar encontra-se dividida por septos fibrosos que ligam a pele (derme) à fáscia mais profunda, e são responsáveis por manter a pele firmemente aderida às estruturas mais profundas, como podemos ver na imagem.

Quando a pessoa engorda, aumenta a gordura tanto na camada areolar quanto lamelar. Os septos fibrosos são menos expansíveis que o restante da pele e assim, nestes locais, favorecem o surgimento de depressões, as famosas celulites. Claro que temos outros fatores que contribuem, como falta de oxigenação adequada, radicais livres, inflamação, etc. Então, dificilmente uma alimentação Low Carb/jejum levará um aumento de celulite, pois ela faz justamente o contrário, diminui o compartimento de gordura, e diminui a inflamação do corpo.

O que pode estar ocorrendo então?

A resposta é: flacidez da pele. Basta puxar a pele para cima e observar se melhora “os buracos” que mimetizam a celulite. Ficou lisinha? Então é flacidez!

O aspecto é igual, mas a fisiopatologia é outra. Na flacidez, ocorre uma perda de colágeno e frouxidão do septo fibroso após emagrecimento.  A obesidade prévia produz um estiramento deste septo, desta forma, ao emagrecer, deixa a pele muito móvel, flácida.

Então, o tratamento requer paciência, com o cuidado desta pele, utilizando diversos recursos para aumentar o colágeno da pele como bioestimuladores, radiofrequência, ácidos ou em casos extremos, intervenções cirúrgicas com um cirurgião plástico.

Quanto mais lenta for a perda ponderal, e se planejada com boa oferta de nutrientes, principalmente com entrega adequada de proteína, associada a exercícios físicos, melhor será esta retração cutânea, diminuindo a flacidez da pele. O segredo é a paciência.

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