Expectativas irreais no mundo da cirurgia plástica: como lidar?

Todo cirurgião plástico convive diariamente com pacientes que entram em seus escritórios à procura de resultados que não podem ser alcançados com cirurgias: desejo de se parecer com suas celebridades favoritas, salvar um relacionamento, curar sua depressão, entre outras ideias

É muito simples diagnosticar pacientes que sofrem de algum problema de saúde que os impede de realizar cirurgias plásticas. No entanto, fatores não físicos acabam sendo características menos notáveis e podem passar despercebidas. Esses pacientes com “segundas intenções” se tornam os mais prováveis a não se sentirem satisfeitos após a cirurgia por conta de esperarem resultados irreais.

Para evitar realizar procedimentos em pessoas que esperam “o impossível” é importante fazer as perguntas certas e estabelecer uma relação médico-paciente sólida. Entender o que o paciente quer mudar, o porquê dessa mudança e o que irá mudar na vida dele após o procedimento é importante para o sucesso do procedimento.

Quando a pessoa se sente à vontade para confiar no cirurgião ela irá dizer (direta ou indiretamente) o que é preciso para que ele decida se irá operar ou não. Mesmo se o médico decidir não realizar a plástica, ele pode recomendar algum procedimento não cirúrgico e menos invasivo, outras orientações como medicamentos ou simplesmente uma mudança no estilo de vida com atividades físicas e uma alimentação mais saudável.

Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), cerca de 30% dos pacientes são rejeitados por um cirurgião plástico por não terem expectativas reais. Por isso, na hora da decisão o mais importante são os questionamentos: a cirurgia solicitada pode ser feita com segurança? Existem mais chances de sucesso ou de fracasso?


Expectativas irreais no mundo da cirurgia plástica: como lidar?



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